Uma Questão de Peso

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A minha historia é complicada e cheia de altos e baixos, contudo penso que contando a minha história talvez possa ajudar alguém.

Quando tinha 18 anos pesava 93kg para 1,68cm de altura…

Muito porque sempre fui miúda de estar em casa a ler e a ver televisão do que de andar a passear com as minhas amigas. Sempre preferi, talvez devido á minha natureza introvertida, ficar sozinha, a ler, escrever a ver documentários na TV. O problema é que esta minha vida sedentária contribuiu para o meu peso elevado, á minha falta de energia, á minha tristeza de não ter o corpo desejado por todos os rapazes como as minhas amigas tinham.

Eu até aos meus 18 anos simplesmente aceitei o facto de ter nascido gorda e de que seria gorda e sozinha para o resto da minha vida.

Mas pouco depois de fazer 18 anos, por problemas familiares tive de encontrar um emprego e estudar ao mesmo tempo. Naquela altura estava a começar o 12 ano português. O meu último ano do secundário em que eu teria que estudar uma quantidade descomunal, para conseguir as notas que precisava para entrar na Universidade e agora teria que trabalhar horas ridículas no meu novo trabalho.

A mudança no meu corpo nesse ano foi imensa. Desci dos 93kg para os 61kg em menos de seis meses. Nenhuma das minhas roupas servia-me e o dinheiro que ganhei metade foi para comprar roupas novas, porque antes vestia o 48 calças e agora vestia o 38.

Queria stressar que os meus hábitos alimentares não mudaram, continuava a comer o mesmo, mas simplesmente tinha uma vida mais activa, indo para a escola, depois para o trabalho, chegando á noite por vezes ás 22h, e trabalhando também durante o fim-de-semana.

Apesar do sucesso com o sexo oposto ter aumentado, de eu estar com mais energia e boa disposição notei em mim que a minha auto-estima continuava na mesma. Não gostava do meu corpo agora, do facto de não ter rabo nenhum, curvas nenhumas e das roupas não me ficarem bem, tinha perdido as minhas curvas de mulher. Tudo bem que antes as minhas curvas eram mais gordura que outra coisa, mas garanto-vos que era mais feliz com 93kg do que com 61kg.

Percebi nesse ano que a auto-estima para mim, não tinha nada a ver com a balança, nem com os elogios que recebia dos outros, mas sim tinha a ver com o nosso própio peso ideal mental, aquele peso em que nos sentimos confortáveis com nós mesmas, que nos 

sentimos mulheres, com as todas as nossas curvas e imperfeições.

Depois de muito experimentar, finalmente, por volta dos meus 25 anos percebi que o meu peso ideal era por volta dos 64kg aos 70kg, menos de 64kg sinto-me extremamente inconfortável e nada feminina e com mais de 70kg sinto-me gorda e com a auto-estima em baixo.

Esta margem de 6kg permite-me aproveitar a vida, não me preocupando muito que se comer este bolo que irei encher-me de culpa, ou que se for ao starbucks todos os dias durante uma semana que irei chorar de arrependimento durante dias. Por alguma razão as minhas notas também não desceram, e consegui manter a minha média de 14, como sempre queria.

aconselho todas as mulheres a olharem bem para a sua vida e descobrirem que tipo de peso lhe fazem sentir irresistíveis e confortáveis. Não o peso que a sociedade diz que devem ter, ou que agrade a certo tipo de homem, mas o peso que vos façam sentir mulher.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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