Diário de uma estagiária no Lincolnshire Echo- dia 4

O dia correu-me mal, só consegui fazer uma noticia e tive muita sorte em consegui-la. Foi sobre uma nova linha de apoio 27/7,  para NHS Lincolnshire Mental health patients.

A editora distribui noticias a toda a gente menos a mim, porque eles são os jornalistas da casa e porque tem os contactos necessários e sabem a quem ligar.

Cada vez que tenho uma ideia nova lá vou eu á editora de noticias mas ela diz-me que não ou que está ocupada e que depois fala comigo com mais calma e se souber de alguma coisa que avisa-me.  Quando se lembra que eu existo lá me diz para eu fazer uma press-release ou acompanhar um jornalista sénior a algum lado. Fico sempre coma sensação de que estou a lhe ‘atazanar’ muito o juízo, ela afinal de contas tem conferencias a cada hora para além de ter que distribuir material para o pessoal todo. Por isso, percebo que não tenha muito tempo para falar comigo.

Tento ter a maior produtividade possível, mas isto está complicado, muito complicado….Tudo o que descubro ou já foi feito, ou estão a fazer, o que me deixa, por vezes, a editar o meu blog.

Lição do dia: O bem mais precioso de um jornalista são os seu contactos.

  • Isto é talvez uma das primeiras coisas que aprendemos nas aulas na faculdade de jornalismo. Os meus professores enviavam-nos e-mails, repetiam várias vezes por aula e pediam-nos para ler livro sobre como encontrar e manter os nossos contactos. Agora percebo o porque.

Quase 70% das noticias que os jornalistas do Lincolnshire Echo escrevem diariamente, não foram eles que procuraram; são informações de pessoas que lhes telefonaram a contar uma ou outra história ou da avó que morreu aos 105 anos ou de uma mãe solteira de quatro filhos que soube recentemente que tinha cancro e mesmo assim teve que continuar a trabalhar.

São pessoas que eles conheceram num pub ou a tomar café que de boa vontade ligam-lhe e lhes dão as noticias.

Eu ainda não tenho contactos nenhuns que valham uma noticia de primeira página no Lincolnshire Echo. Os meus contactos são todos na área da música, o que não me serve de muito de momento.

  • Outra coisa que reparei é que certas noticias não podes fazer porque essas estão reservadas ao jornalista especial na matéria. Eu descobri várias noticias sobre pequenas e médias empresas e sobre educação mas que não me deixaram fazer porque não é essa a minha área (ainda).

Por isso lá tive eu que dar os detalhes todos a outros jornalistas porque segundo o editor eu não saberia por no contexto da cidade visto que ainda não sei muito sobre o assunto. Acho que ele tem toda a razão. As noticias eram de facto complicadas e envolviam muita pesquisa e esclarecer muitas dúvidas com a especialista o que no ambiente stressante, sempre com uma deadline nas costas não é muito aconselhável.

  • O mesmo acontece com as noticias que chegam á newsdesk, que são todas dadas aos jornalistas da casa.

que são mais rápidos, conhecem muitas pessoas nos meios importantes da cidade e sabem como ‘dar a volta’ ás noticias dentro do estilo do jornal local.

Estagiários desde mundo, jornalistas ou não, como é que foi a vossa experiência como estagiários? Será que vocês sentem que por vezes estão a ser esquecidos? O que é que fizeram para dar a volta á situação?

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