Highway Rider por Brad Mehldau

Brad Mehldau

Crítica 4/5😀

O álbum foi lançado a 16 de Marco de 2010, e desde aí estou a ouvir o álbum com calma, para tentar perceber cada nota, e o porquê de certas musicas só fazerem sentido no lugar onde estão.

O álbum conta mais uma vez com a colaboração do produtor pop Jon Brion, cooperação que começou em 2002 com o álbum Largo (2002) e tem a seu lado Larry Grenadier no contrabaixo e Jeff Ballard na bateria, membros do trio de Brad. Joshua Redman, no saxofone, Matt Chamberlain a bateria e uma orquestra conduzida por Dan Coleman fazem também parte deste álbum.

O álbum é simplesmente perfeito, logo no primeiro track acalma-nos estranhamente com a musica John Boy, apesar da musica ser ritmada lembrando os álbuns de Roberto Fonseca Zamazu e Akokan, com aquela influencia cubana, latina.

Todas as musicas foram gravadas ao vivo no estúdio e isso quase que sente-se a ouvir o álbum todo, fazendo que tudo pareça em perfeita harmonia.

Uma das musicas mais surpreendentes e ao mesmo tempo tristes do álbum é Now you must climb Alone, esta musica assemelha-se mais a uma musica clássica a principio com as fortes cordas e notas previsíveis, continuando depois com o mesmo tom clássico na próxima musica Walking the Peak começando com o piano de Brad, que impõe como que dizendo, o jazz chegou! , tendo o saxofone de Joshua Redman que entra para lembrar-nos que estamos a ouvir um álbum de jazz.

Provavelmente a musica mais upbeat será Into the city, consegue ser por vezes repetitiva mas nunca cansativa, talvez fazendo ilusão ao que é viver na cidade, com toda a maravilhosa confusão de carros, transportes públicos, vozes, sussurros…

O CD acaba com duas musicas espectaculares, Always departing e Always returning, as duas tem ao todo 15 minutos e são talvez a obra prima do álbum. Simplesmente sem falhas outra vez misturando o clássico, com o jazz e com um lindo solo de Brad pelo meio. Numa palavra:épico.

O álbum duplo todo foi pensado com um conceito especifico e se ouvirem com atenção, do principio ao fim verão que cada musica acaba introduzindo a seguinte e a seguinte começa como uma extensão da anterior como se não fossem musicas individuais, com nomes diferentes mas que fossem todas uma só.

Este disco consegue com sucesso, misturar musica clássica, pop e jazz, combinação que a maior parte das vezes não sai bem.

Conselho: Para verdadeiramente poderem apreciar este álbum, oicam-no sozinhos, de preferência deitados na cama, com as luzes apagadas e oicam-no do princípio ao fim sem interrupções.



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