Fernando Namora

« A vida é como um corpo de mulher que se oferece, que quer ser possuído, e que ninguém , por tibieza ou impotência, chega a violar.
Tudo se desperdiça, meu amigo. Estendemos as mãos e contentamo-nos em roçar os dedos por um corpo que irá desfolhando e murchando como as flores que nunca chegam a ser colhidas. A nossa preocupação não está em penetrar no âmago da vida, mas sim em fingir que não a desejamos; e, por fim, ficamos como vermes enraivecidos, enrolados no fundo de um poço raivosos de não trepar à superficíe.
Não, meu amigo, não devemos condenar os que desafiam as convenções e sabem amar e viver como o soberano instinto lhes ordena»

In Fernado Namora em Fogo na noite escura

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