a girl like me. uma rapariga como eu

Video de Kiri Davis para Sixth annual media that matters film festival

Este vídeo deixou-me sem palavras. É  exactamente isto por que eu estou a passar. Decidi o ano passado voltar as origens e manter o meu cabelo natural. Para o meu espanto, este passo tem causado muita controvérsia.Primeiro na minha família (alguns…só alguns), que antes fazia pressão para desfrizar o meu cabelo (durou á volta de 4 anos) e que agora fazem exactamente o contrario pressionando-me para ir ao cabeleireiro e tratar do cabelo. Tratar do cabelo, traduzido por miúdos quer dizer, desfriza-lo, estica-lo ate não ter onde mais por onde esticar.

Aqui em Lincoln a cidade onde estou, sou praticamente a única rapariga, a usar o cabelo natural. E ai vem a segunda pressão. A dos amigos. Elas estão sempre a dizer: mas porque e que não fazes isto e aquilo ao cabelo, ohhh podes tentar isto também. Ora bem os istos e aquilos deles/ delas não são nada mais nada menos do que por extensões, perucas, trancas. Tentar tudo por tudo esconder o meu afro. Afro que adoroooo já agora. Desta vez não estou mesmo a ser teimosa, gosto mesmo de me ver ao espelho com a minha grande juba. Nunca me senti tao feminina….

Há obviamente uma grande pressão da sociedade, por parte dos africanos para ter o cabelo, o mais parecido possível com o europeu, não sei porque. Nunca percebi. Acho que chamamos mais atenção e mostramos muito mais o orgulho que temos desta cor achocolatada LINDA se usarmos o nosso cabelo natural, do que se formos a correr todas as semanas para o esticar.

Sinto que o meu cabelo nunca teve tão feliz, ele que esteve anos com o mesmo tamanho, agora esta a crescer, crescer, crescer….porque estou a deixar a natureza tomar o seu curso. E falando em coisas naturais, o meu próximo passo será usar os produtos mais naturais possíveis para tratar do cabelo. Descobri agora que se usarmos óleo de coco, azeite ou ate ovos conseguimos fazer maravilhas ao nosso cabelo, bom…alem de deixar um cheirinho brutal no cabelo.

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3 comments

  1. Ola angela.adorei esta tua pagina,tem muitos bons conselhos…eu tambem vivo em inglaterra e apesar de nascer em portugal,os meus pais tambem sao africanos..um de caboverde e outro de angola…e claro…tenho akele problema em encontrar o produto certo para o meu cabelo…k e bastante seco e k apesar de ser volumoso e encaracolado…e bastante seco e tem vida propria como tu dixes!ja nem sei o k faxer,,ate agora..k tive a ler as tuas dicas,vou experimentar,para ver se resulta.Encontrei este blog ao acaso e inda bem que encontrei,inda para mais vives tambem na terra da rainha.,eu vivo em ipswich zona este de inglaterra!beijokas

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    • olaaaa fico muito contente por ter ajudado alguma coisa. Em breve farei varios posts aqui com os meus produtos, blogs, websites favoritos e principalmente engredientes a evitar, por isso está atenta a esta categoria.
      Muito obrigada pelo teu comentário 😀

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  2. Boas Angie Lopes belo texto,

    A sociedade sempre foi um elemento que obrigou a adaptabilidade dos seres nela inseridos, pois é nesta adaptabilidade que determina a possibilidade de permanecermos ou não em tal meio social.
    Como afro, reconheço que a beleza natural é algo de valor imesuravel e desde já aproveito estas breves letras para “parabenizar” felicitar pela atitude, são raras as mulheres que nao se deixam moldar pela pressão que a sociedade faz a elas ao longo dos tempos, dando a elas a ilusão de emancipação quando na verdade estão a manifestar o desejo de integração aos costumes femininos de uma dada sociedade.
    O importante é sentir-se bem com nós mesmos, olhar-se ao espelho e aumentar auto-estima, para não falar dos benefícios dos produtos naturais bem como a beleza afro que qualquer homem que se preze almeja ( mas nao é para todos mesmo), desde que porém , não afectemos a sensibilidade de outros.Em suma, a nossa liberdade começa onde termina a dos outros e termina onde começa a dos outros.

    R.Kawakuti M.Van Oordt E.

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